APRENDIZAGEM E PNL

Aprendizagem e PNL: uma combinação perfeita 
Marina Bueno

O processo de aprendizagem é fascinante, ocorrendo em etapas diferentes, cada qual com sua peculiaridade. No primeiro momento vivenciamos a fase denominada incompetência inconsciente, em que não sabemos que não sabemos. Quando nos damos conta de que não sabemos algo, passamos para a fase da incompetência consciente. À medida que vamos aprendendo algo passamos para a fase da competência consciente, ou seja, sabemos que sabemos, mas ainda precisamos prestar total atenção à nossa ação. A última etapa é da competência inconsciente, quando fazemos o que sabemos automaticamente.

No processo de aprendizagem, todos nós estamos sempre aprendendo, consciente ou inconscientemente. Quando nos propomos a aperfeiçoar qualquer conhecimento, temos de voltar para a terceira fase, que é da competência consciente. Precisamos avaliar o quê e como estamos fazendo, para melhorarmos nossa performance.

O papel do professor no processo de aprendizagem é fundamental, porém, atendendo às necessidades da sociedade moderna, sua função mudou. Anteriormente, ele transmitia conhecimentos, era o senhor do saber; hoje, ele deve ser a mola propulsora, facilitando a aprendizagem de seus alunos. Num mundo em transformação tão rápida, talvez ensinar como aprender seja mais importante do que ensinar conteúdos específicos. Para isso, em um primeiro momento, o professor deve conhecer o aluno, compreendê-lo e entrar em sintonia com ele através de seu corpo (postura e gestos semelhantes) e através das palavras (usando a linguagem de seu canal sensorial preferido). Esse processo em PNL (Programação Neurolingüística) é chamado de rapport.

O sucesso está em acompanhar, acompanhar, acompanhar para depois conduzir. É mais fácil induzir o aluno a aprender do que coagi-lo a aprender. Está cada vez mais evidente que a aprendizagem é uma estrada de mão dupla, que depende do instrutor e do aprendiz.

Ser competente e dominar os assuntos abordados em sala de aula é pressuposto essencial, no entanto, a aprendizagem efetiva só acontecerá se o professor souber interagir com o aluno. Nesta interação, o elogio deve estar sempre presente, e cada progresso por parte do aprendiz, por menor que seja, deve ser percebido e demonstrado.

Todas as pessoas gostam de ser elogiadas. Estamos cansados de críticas e carentes de elogios, porque, infelizmente, em nossa sociedade não há eqüidade entre elogiar e criticar. O aluno com boa auto-estima aprende com mais facilidade e prazer. Sentir-se capaz de... é um sentimento que só traz satisfação. Aquele ambiente rígido e austero da educação antiga pode ter sido bom durante um tempo, mas, hoje, está totalmente obsoleto, porque não corresponde com o atual paradigma da relação professor-aluno.

Com as informações sobre o mundo, que nos chegam através dos cinco sentidos, montamos em nosso cérebro uma representação interna, que chamamos de mapa. Diante disso, passamos a reagir a estas representações e nunca aos fatos propriamente ditos. Dessa forma, quanto mais amplo for o meu mapa da realidade maior será minha percepção. Cabe ao professor atual ajudar o aluno a ampliar seu mapa. Assim, são funções essenciais do educador criar atividades novas e manter o interesse do aluno, promover um clima agradável propiciando o relaxamento e o conforto emocional, usar a fisiologia do jovem para quebrar estados limitantes e desenvolver os recursos inerentes ao aprendiz. A todo tempo, recebemos um número enorme de informações, precisamos aprender a utilizá-las quando convenientes e excluí-las quando inúteis.

EDUCADORES! Cuidem de seus alunos como seres humanos que estão em busca de conhecimentos e, principalmente, em busca de autoconhecimento. Quanto maior for o grau de consciência de suas competências e habilidades mais serão capazes de caminhar do estado presente rumo ao estado desejado. Dêem as mãos para seus alunos e os ajudem a atingirem seus objetivos com sucesso. 


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